quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Quando trocar as chupetas?

A maioria das marcas recomenda de mês a mês, mas acho que é exagero comercial...
De qualquer forma, não convem (digo eu que não sou especialista) deixar passar dois anos até trocar a primeira chupeta - primeiro por uma questão de higiene, segundo porque depois o bebé cria o hábito de usar "só" aquela chupeta e pode estranhar a substituição.
Cá em casa:
- substituem-se as chupetas quando dão sinais de estarem velhas (muito baças - agora com as sopas ficam super manchadas, mas não é isso);
- a cada dois meses.

A Ema usa sempre mais do que uma (mas só de uma marca que preferiu - a Avent), para não se habituar só a ter "aquela" chupeta.

De quanto em quanto tempo se deve esterilizar a chupeta?

E como?

Como a Ema foi amamentada em exclusivo até aos 5 meses não tinhamos de preocupar-nos com a esterilização de eventuais biberões e era um exagero usar o esterilizador (ainda que só de micro-ondas) só para as chupetas.
Aqui está o que fizemos:

- Até ao mês e meio (e desde que começou a usar chupeta, com cerca de 10 dias): esterilizei as chupetas todos os dias à noite (depois de lavadas), 5 minutos em água a ferver (no fogão, numa panelinha).
- Depois disso, chupeta muitas vezes só passada por água e de quando em vez fervida;
- Com entrada na creche (achei melhor retroceder porque acho que está mais exposta): chupeta mergulhada em água a ferver à noite e assim fica até ao dia seguinte (num copo).

Dia 3 - Carolina Albino

Acho que hoje é melhor nem comentar.
Estava tão contente a pensar que tinhamos feito tudo bem...
Ontem a Ema dormiu pouco na escola, mas em contrapartida quando a fui buscar ainda não tinha dormido a sesta o que me deixou colocá-la a dormir a sesta já em casa, dentro do horário que a Carolina tinha definido. 45 minutos depois estava de pé e como sugerido pela Carolina jantou logo (mais cedo que o costume). Brincou até o pai chegar e depois banho e cama.
Às 19h50 estava na cama.

Depois disso chamou várias vezes, mas conseguimos sempre acalmá-la (nunca acalmou sozinha) e consegui dar-lhe a ceia a dormir.
Só que a partir da 1 (sim, meus amigos, da 1!) acordou de meia em meia hora... até às 7h30.
Estou a dormir de pé.

Já mandei sms à Carolina a pedir ajuda.
Vamos ver...

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Os bebés devem usar protector solar?

A resposta, como a maioria das respostas no que toca a bebés e crianças não é inequívoca.
A nossa médica de família (e a farmacêutica) recomendaram usar, desde cedo e uma vez que estava sol e calor quando a Ema nasceu (e felizmente nos meses seguintes também).
Mas sei que há muitos pediatras que só recomendam o seu uso após os 6 meses.
Há outros que não recomendam por se crer que a famosa vitamina D é filtrada com os protectores.

De qualquer forma, a melhor e primeira recomendação - e nisto todos concordam - é nunca expor a pele do bebé ao sol (directo). No entanto, ninguém deve ficar trancado em casa nos dias de sol bonitos só porque o bebé pode ficar exposto ao sol - se alguém conseguir que nunca, em momento algum a sombra das árvores / dos toldos / da fralda / da sombrinha se desvie da pele "me avise" porque gostava de saber...

Nós colocámos protector, embora confesse que houve alguns dias em que não me lembrei... (é dificil ficar sem remorsos e aí vigia-se a dobrar o papel da sombra...).
Importante mesmo é que se optar por colocar protector solar ao bebé antes dos 6 meses, deve optar por um protector mineral, de modo a evitar alergias.





Nós gostámos deste, embora seja muito espesso e a Ema ficasse com ar de "cara pálida" de cada vez que o colocávamos. Mas também, como dizia o pediatra de uma amiga minha: "não se preocupe com a marca. O bebé fica todo branco depois de colocar? Então, é porque colocou bem...".

Dia 2 - Carolina Albino

Continuamos a afinar rotinas e hábitos.
Ontem cheguei à escola e a Ema estava a dormir. Não a acordámos e lá despertou 45 minutos depois às 5.
Mas tinha dormido pouco no resto das (2) sestas...
Talvez por isso, às 6 já esfregava os olhos e eu aflita a pensar como é que a aguentava até às 8.

Jantou às 18h45.
Banho às 19h30.
Cama às 19h45. Sem qualquer refilanço - estava MESMO cansada... E respirava fundo enquanto eu a vestia (já aprendeu qualquer coisinha)

Daí a 45 minutos chorou. "Shhhh, está tudo bem. Respirar fundo. Chupeta".
Distraí-me com o Mr. Selfridge e não consegui dar-lhe de mamar a dormir. Acordou com fome (choro da mota) às 22h45 e tive de lhe dar de comer. Caiu para o lado depois. 10 minutos depois tosse, algum protesto, acalmou sozinha.

Acordou às 5. E depois mais duas vezes até às 7.
Ainda temos muito para melhorar...

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Como saber se o recém-nascido está de facto a fazer chichi bem?

Uma das perguntas que as enfermeiras me faziam na maternidade era se a Ema estava a fazer bem chichi.
No meio das hormonas, dos pontos e do cansaço, entrei em pânico - sabia que estava a sujar (e bem) a fralda (com o mecónio), mas como ela sujava todas as fraldas o chichi "perdia-se" lá pelo meio.

Dica útil de uma das enfermeiras: coloque uma compressa de gaze por cima do pipi/pilinha do bebé. Se estiver molhada na próxima muda, é porque está a fazer!

(no nosso caso, a muda seguinte tinha apenas uma gotinha amarela - quase um cristal - mas parece que é normal e significa que está tudo a funcionar!).

De quanto em quanto tempo devo trocar os lençóis da alcofa/berço?


Nunca tinha pensado nisto até a Ema nascer... mas a dúvida surgiu logo na primeira semana.
Sem complicações, uma grande amiga deu-me a resposta:
"Não está babado? Não está bolsado? Então uma vez por semana como os nossos lençóis e chega perfeitamente".

Como é que o bebé pode começar a dormir a noite toda?

Esta é a pergunta do um milhão de dólares...
Há quem tenha muita sorte, há quem implemente o método y ou x, e depois há o comum dos mortais que tenta o melhor que pode e às vezes consegue, e noutras o tempo resolve.

Desde o início que a nossa E. não pareceu um bebé difícil de ensinar a dormir. Desde que tinha um mês adormecia às 20h, acordava à meia-noite e às 5h para mamar e só acordava "definitivamente" às 8h30.
Era, assim o pensávamos, perfeito.
Só que depois, aos cinco meses, tudo mudou. Adormecia à mesma hora mas acordava vezes sem conta, ou chorava para adormecer, ou queria mamar de madrugada (e nós a tentar já não dar), ou acordava de meia em meia hora, ou acordava cedíssimo.
Pensámos ser dentes - nasceram-lhe dois num curto espaço de tempo - depois as férias e a mudança de rotinas, depois o meu regresso ao trabalho, depois a entrada dela na creche, mais dentes, uma constipação, enfim... até se passarem dois meses e acharmos que já não podia ser uma fase.

Aí cometemos o erro que muitos cometem - aplicámos mil e uma tentativas, perdemos consistência e perdemos segurança. Embora mantivessemos as rotinas.
Havia dias piores e dias melhores, mas nunca como antes, e nós exaustos.

Logo à partida, percebemos que reforçar a alimentação funcionava - mais comida durante o dia - e uma boa ceia (mama + biberão com uma colher de papa). Mas não chegava.
E assim cruzámo-nos com a Carolina Albino.

Fomos ontem à primeira consulta. Sem E., só os dois, duas horas (!) a ouvir e a aprender (muito) com a Carolina que é uma simpatia. Há várias coisas que fazíamos bem, mas outras várias que vão ter de mudar.
Qualquer adaptação é dificil, qualquer mudança de hábitos é, para mim, "aterradora", mas estou confiante que com o tempo vai lá.
Para já, na primeira noite, a E. dormiu de seguida das 20h30 às 4h (mamou a ceia a dormir como é suposto). Depois das 4h é que foi dificil - acordou muitas vezes, na maioria sem conseguir acalmar sozinha e nós a ter de esperar antes de ir lá (ver se o choro é crescente ou não), depois ir lá e ela já estar de boquinha aberta para receber a chupeta e nós primeiro a ter de assegurar que "está tudo bem", respirar fundo com ela, acalmar e só depois a chupeta... Ela estranhou, Nós também. Mas vamos continuar no plano. Amanhã há-de ser melhor.
Depois conto!

Para já o mais importante:
- Rotina
- Alimentação
- Segurança e Confiança

Que livros devo ler para me preparar para isto que é a parentalidade?

Há milhentos livros e é como tudo - cada pai/mãe vai sugerir os seus, que são sempre os melhores!!!
É díficil escolher, mas optámos por ter apenas um (um para o pai, outro para a mãe), para não ser demasiada informação.
Lemos e recomendámos:

O Pai
Vou ser Pai do Mário Cordeiro



Acho que não há nenhum livro do Mário Cordeiro que não esteja muito bem escrito, claro e simples. Mais uma vez este é muito bom. Está escrito para os pais - e dá boas dicas - mas eu (mãe) também dei uma vista de olhos e gostei. Repete algumas coisas que a Marcela Forjaz também diz (mas esse o pai não leu...).


A Mãe
O Grande Livro da Grávida da Marcela Forjaz




Bastante bem escrito, mais uma vez simples e eficaz. Tem uma parte muito boa sobre o regresso a casa pós parto - que é aquela parte feia que toda a gente se esquece de mencionar durante uma gravidez - mas que ainda podia ser mais detalhada.
Para quem fez ou pensa fazer preparação para o parto e parentalidade repete imensa coisa. Mas, atenção, não é um substituto do curso (que, de resto, recomendo a qualquer pai/mãe de primeira viagem).

Também gostei deste, que me emprestaram.



Um bocado exagerado se for lido literalmente, mas tem diversas partes muito divertidas (sobretudo a descrição das últimas semanas de gravidez que para mim foram, quase literalmente, assim...). Aqui está um pedaço: